9 de novembro de 2012

Tá bom.

Meu coração e estômago estão apertados. Mas antes que desperte a prepotência de alguém, isso se deve muito mais a  não ter protegido a mim mesma ontem, que qualquer outro acontecimento.
Esclarecido isso, minha letra parece tão bonita olhando no nível do papel que me cega, porque a claridade que bate nele, reluz nos meus olhos (coloridos agora por vários motivos).
Pouca coisa já me distrai da mini-culpa por não ter blindado, mas e aí? Como diria a música: "Aí não há sequer um par pra dividir."
E como eu já pensei antes, se não ter um par agora significar a paz do meu coração (já conquistada com glória), é essa minha escolha, por ora. Porque estar sozinho é bom. E não sinônimo de solidão, já sabe quem adquiriu (ou vem adquirindo) auto-conhecimento, mas dividir, somar e mais que tudo multiplicar, pode ser delicioso.
Porém, no momento esse par desfragmentado além de ter meu carinho, tem também minha preguiça por ser tão incompleto e cheio de conceitos e opiniões a formar.
É como se me pusessem no ensino médio de novo, mas não é mais tão emocionante.

6 de novembro de 2012

Calor.

Unhas na palma da mão e queixo apoiado nos dedos. Mas era tanta beleza que só percebi que a palma estava furada, quando acabaram as lindas imagens dele.
Eu tenho, te trago.

17 de setembro de 2012

Duplos devaneios aleatórios.

Uma delícia é ele já estar tão amorfo aos meus olhos, ainda consigo enxergar algo mas é menos profundo.
A felicidade é um estado, logo, podemos mantê-lo... Me recuso a sair desse estado mesmo diante dos últimos acontecimentos fodidos do coração. Faz bem, né?
Me decifraram sabendo que a conquista melosa não me convence, mas que a beleza sutil das palavras de verdade e o reconhecimento da alma me fazem derreter.
 Estava me preparando pra entrar num estado de letargia da paixão - o que me ocorre sempre que o coração é enganado - e esse texto seria somente sobre como eu gostaria de me aproximar de alguém que estivesse só (pois o excesso quase me fez desistir por tempo limitado)  e de como eu atropelei ou cheguei atrasada no corpo (e coração) de alguém, quando veio me falar com toda a sua sutil sinceridade sobre eu ser um objeto de desejo, mas não no sentido o qual não me faz mover um pensamento e sim "pra você saber que te acho uma exclamação", "você é linda? é. mas eu te vejo como um kinder ovo."  (fiquem sem saber o porquê, mas foi lindo), "a conquista, a conversa, os olhares, o carinho, seriam iguais a andar na praia de tardinha...", entre outras coisas deliciosamente estimulantes de paixões.
Enfim, roubaste o lugar de um amorfo no meu texto, minha desistência e resistência, transformando em mil verdades bonitas minha noite letárgica.

Ps: O texto também é seu 1015, obrigada!

12 de setembro de 2012

Ficou tudo lindo (respirei eu, fundo).

Optaria por agradecer a mim mesma pela paz instantânea concedida ao meu coração.
Novidades são como aprender a ler ou somar, quando se aprende é puro êxtase. Mas com o tempo procura-se (e necessita-se)  de livros e contas mais complexos.
Nesse caso, paixões mais arrebatadoras, substanciais e inteligentemente francas que aprendo - há pouco tempo - a selecionar com mais (e por mais) querência. Se não é livre, já não desperta os laços no meu peito... Se for como agora, sinto até meus pensamentos vazios e preguiçosos pra escrever.
Mas se paro pra pensar e falar só do (auto) bem estar e afirmação da minha alma, escrevo de debaixo das cobertas, palavras fluem, mente flui, o amor floresce e flui, a vida flui na minha serenidade.
Antigamente escreveria como se fosse a voz da experiência. Hoje escrevo crua - o que sou- , pura, consciente, pura, forte, pura e feliz por saber que o transparente sou eu mais do que nunca... Deixo o oculto pra as diferentes interpretações que podem ser feitas sobre meu jovem e curioso coração.

9 de agosto de 2012

11/2010

por que eu ainda me preocupo com você? uma leve preocupação sentimental e já faz tantos anos.
se você gosta do meu cabelo escuro e colossal, não estou agradando no momento, porém estou bem magra como você gosta, daquele jeito que você nunca assume todos os ossos e como vou ser sempre linda porque esmago as mulheres mais bem produzidas, passando de trator por cima delas com o rosto sem maquiagem e vestindo calcinha e blusa larga de pijama... dizendo: "ai, você não me entende!", enquanto tiro a roupa de olhos fechados e mando mudar de canal já que você não vem (e você sempre vinha).
por você demonstrar tudo isso o mundo parecia mais leve aquela época, por você me pedir pra não assumir meu loiro natural porque ele não era do nosso mundo, porque eu não ficava com a pele tão branca sem ele. que você me falava pelo telefone que se espalhava pela sua cama, corpo, banheiro, casa e eu tinha nojo.
eu tinha nojo das suas amigas que você dizia abominar e me amar diferente, amava com aquele friozinho na barriga todas ás vezes e assumia que era cafona, que eu te fazia expôr tudo isso.. tudo o que de mais amoroso-brega nós tínhamos. e aprendeu a lidar com isso enquanto tocava pra mim as músicas que eu aprendi a gostar com você.

sinta esse texto eterno, assim como nosso carinho um pelo outro.

1 de agosto de 2012

pequena garota azul.

como eu precisava me multiplicar por dentro... escrever em minúsculo totalmente como nos tempos de "glória". procuro, procuro e não acho. e ao invés da frustração do vazio, encontro mais de mim, mais do melhor de mim mesma, genuína. e fico quase sem (e com muitas) palavras pra descrever a  delícia da sensação de saber que sobram mais coisas maravilhosas de mim, do que eu pensava que estavam faltando.
faço questão, preciso demais de mim, minha companhia preferida que busca sempre mais e mais do que sobra aqui dentro e vejo tudo bonito através dos meus olhos curiosos.
obrigada, eu.

22 de julho de 2012

Um pouco de cansaço. Qual?

O grande prêmio de merecimento seria uma paixão arrebatadora, com direito a sorrisos e mãos perdidos pelo dia. Dessas de afogar o coração em conforto e admiração mútua, daquelas de voltar correndo pra mais um beijo em despedidas.
Com corações livres e almas leves, tendo se encontrado nesse estado, cheios só de (boa) vontade, de olhar pra dentro. Dessas que só os bons merecem.
Do tipo que faz viver ganhando brindes da vida, vento no rosto, beleza genuína, riso solto... É isso o que nós merecemos por tudo o que foi feito da vida até o momento.
O que não chegou, ainda está em fase de molde e bom preparo pra vir cheio de boas sensações e sentimentos puros... daqueles refrescantes que fazem valer cada segundo da luta pra preservar o todo.

5 de junho de 2012

Li todos os textos não lidos até o "Amor é síntese" com o peito carregado de saudade - e confesso -um pouco de mágoa.
 Porém, Sr. Amigo de Infância, (apesar de eu ser uma das mulheres mais corajosas que conheço)meu peito também aperta pela (in)certeza do retorno. Ok, não devemos dar esperando de volta, porém te conheço há muito e talvez o senhor me conheça muito melhor que eu, logo, não me arrependo nem de me arrepender do que eu possa causar no seu enorme coração congelado. Pra mim, um freezer que a vida instala dentro do nosso peito com o passar do tempo e a cada decepção a temperatura cai mais.
Porém, pessoas 80 como eu, gostam de acender um fósforo aqui dentro de vez em quando, porque pessoas como eu amam ou não. 
Sei que o senhor entende quando eu digo: algumas amizades acabam e é chato, outras acabam e é dolorido de fechar a garganta. Outras pessoas passam intensamente pela nossa jornada e quase nos fazem acreditar na existência delas. Mas eu e o senhor, mesmo que me deteste até o fim da vida, somos conscientes e certos da nossa existência, nós nunca precisamos de "achismos", porque nossos abraços sempre foram um mundo projetando a perfeição no outro, destruído ou não.

Fico por aqui, lembrando ao senhor que isso foi só um fósforo no seu freezer, bem mais gelado que o meu... mas que minha intenção era abrir as portas e acender uma fogueira.

3 de junho de 2012

O homem abreviado.


Enquanto eu destrincho ideias e ideais pra ver se ele consegue decifrar pelo menos dez porcento de mim, o homem abreviado corta tudo pela metade: gestos, palavras, sons.
Logo comigo que escrevo por extenso todos os números da minha existência? Quando paro e penso um dia inteiro, posso escrever um livro, ele, uma página.
O pior é que não é falta de conteúdo - ele é bem cheio - mas acostumou ao monossilábico pra explicar, ouvir, amar. Eu fico dividida entre meu celular odiado por ele, prestar atenção no gosto do chiclete ou alegrar minhas mãos no cabelo liso dele. Assim, não sei como - assim como ele não sabe não abreviar - eu gostava dele. Meu teste.
Quando ele parava o carro, meu ser já se carregava de pensamentos nossos em formas de palavras que eu escrevia com os pés, saltitante no caminho até minha casa. Talvez ninguém tenha percebido ou dito até hoje o quão econômico ele é. Eu, falo sozinha.
E eu que prefiro detalhes, cantos, camas, sabores, sons (todos completos, quase um filme), perdi o interesse abreviado quando ele me cobrou e se queixou numa extensa lamúria sem abreviação. Vai entender.