5 de junho de 2013

12/05/13

Tentaram me ensinar há menos tempo que existem histórias de amor que perduram e mantém o sentimento imutável por longo tempo. Existem de paixão também. Existem  também as de peles que se adoram.
Seja qual for o motivo, essas histórias sem fim aparente se mostram no esbarrar dos corpos, no calor diferente, no atrito das peles, nas mãos perdidas. Percebe-se esse tipo de história nos debates contraditórios de quaisquer questões e no concordar tão doce de outras tantas, sempre sem explicitar a (o) real.
É um fingir delicioso, vestido até o fundo de ciência e verdade.
E nós entendemos bem isso onde nossas pernas entrelaçam e são fortes. Onde nosso ritmo e físico são semelhantes (sincrônicos, pra falar a verdade).
E nós entendemos isso nas suas idas e vindas e idas repetidas, me ensinando que existe (e existe ir e vir por dentro, também). Que depois de certo tempo por perto, a história volta a ser escrita e o melhor: recomeça de onde parou, sem amor romântico nem especial, nem outro tipo.
"Apenas" um gostar profundo e sorridente, embriagado, que me ensina ainda sobre paixão, não-amor, idas, vindas e idas quase definitivas.

"Não me digas não, porque..."

5 de maio de 2013

Tá bom II

Acordei fervendo de calor, um calor estranho e pulei da cama a te procurar. Eu sabia que você me salvaria, talvez nisso também contenha muito erro. Procurei o apartamento todo, acreditando que em algum canto eu escutaria qualquer canto que fosse me curar.
Essa onda psicológica é intensa demais e os resquícios da fábrica de pensamentos ainda dão a impressão de um motor velho que ameaça pegar no tranco, mas sucumbe ao gasto.
E minha barriga dói, dói... bem no fundo e agudo.
Acordei lembrando da roda de samba que tem aos primeiros domingos, da qual eu já tinha te dito e prometido que te levaria. Mas o bilhete que também procurei, procurei... não veio. Veio outro, que machucou um pouco e me fez contorcer de mais dor na barriga. Certo, não errado. Talvez fosse eu a autora daquele conteúdo se estivesse em outro lugar (e tempo), porque entendo muito bem e me expresso parecido.
Até o que dói vindo de você, é confortável.
Tá vendo? Não é só o que você pensa... Essa merda de onda psicológica profunda é pros rasos, ou pra quando eu tiver espaço pra expandir tanto.

28 de abril de 2013

A guiar minha vida com mais amor.


E eu fico muito feliz quando sou instrumento de paz. É esse cair de ficha que eu ainda não tive, que eu sei que existe e é necessário, libertador... mas só posso ter sozinha, não sei qual é minha dificuldade em dividir.

Eu sei que não amo, juro que sei, mas o que eu senti enquanto isso? Só a dependência emocional?
Sabe qual é o motivo da minha negação? Acabei de chegar a um ponto chave.. eu não consigo acreditar no poço de maldade em que eu fui atirada, no sentido mais violento da palavra, logo quando eu dei mais do que minha alma podia e devia.
Porque eu só choro quando penso nisso e porque eu não tenho as boas lembranças, porque essa merda toda sumiu da minha mente e me dá medo!
Nada que some é bom, só é bom quando você enxerga ir... o que some reaparece de repente assustando feio, e eu me assusto muito fácil porque vivo dentro dessa bolha de bondade que eu inventei e acredito nela.
Eu preciso da força que é enxergar todo o processo acontecer e ver desintegrar todo esse mal que eu sei que existe, nós reagimos diferente um do outro, eu tenho mais medo de assombração que você, seus fantasmas eram maiores e eu preciso matar os meus, sozinha.
Mas você pode estar do lado pra me abraçar quando eu voltar correndo, depois da luta vencida, sabe? Eu vou precisar de um peito e um colo reconfortantes e até da sua força física pra me apertar e lembrar da minha força vital. 
Mas eu preciso ir sozinha até "lá"... porque só eu sei o caminho e é complexo sim, por enquanto.
Eu não tô com medo disso.
Mas aí veio você...posso continuar?
Daí chegou você e arrancou de dentro de mim muito mais da metade da dor toda que tava apertando, eu comecei a conseguir enxergar meu corpo e a mente e a alma de fora, de novo... Porque esse meu (nosso) enxergar, de saber quem eu sou é que me faz forte pra auto-defesa, mas eu precisava de ti e nem sabia que precisava.
Eu não estou usando a noite de ontem na construção do que você é e significa pra mim, acredite, é medo de você não receber com suavidade a minha dor, mais... Medo de te "perder" apesar desse tipo de palavra não combinar conosco. A única forma de aceitar dividir com você é essa, entende? Poder falar o que eu quiser, sem medo porque você já deixou bem claro sem dizer nada, que eu estou protegida aqui. Que se meu coração ou garganta apertarem, sua poesia e sua melodia são curativas, pelo menos comigo. Estou mais contigo.
Tem gente que escolhe ser má e gente que nem sabe que existe poder escolher, que bom que nós nos detectamos no meio de tanta gente oca, que beleza nós sermos sensíveis e nossa arte aflorar como um porre delicioso de café. Você vem despertando o melhor de mim até com as frases mais emudecedoras (e boas), de areia.

25 de abril de 2013

Atrás da porta.

Você perdeu tanto de mim... tudo de mim é muito. Teria ganhado (além do que já havia) muito mais afeto e proteção pro coração, do que noites e dias mais vazios, mais e mais vazios. Mas isso não é sobre você nem sobre lamento.
É sobre mim e o quanto eu possuo aqui dentro, sobre enxergar x cegueira sentimental, ser um par e sobre o quanto eu venho varrendo a dor pra debaixo do tapete na última semana.
Quando acumulou sem mais delongas, tentei esconder atrás da porta ("reclamei baixinho... dei pra maldizer o nosso lar" e etc.) sem êxito. Por saber quem sou.
Isso é sobre o porquê desse mecanismo de defesa da mente que não me deixa nem visualizar seu rosto não sendo amorfo, quando meu coração é sempre transparente. Sobre espalhar essa mágoa doída pelo chão pra ver melhor, assimilar, ressignificar e deixar ir.
Pela primeira vez não se trata unicamente de amor romântico... e muito pelo contrário, é quase só sobre amor próprio. O tal é que está me sufocando (ou tentando limpar a cena) e é por ele que esse resto todo precisa tomar seu rumo.
Não existe excedente de todo aquele amor que eu dispus, pois o coitado foi gasto por completo... sobra algum ressentimento por falta de proteção comigo, falta de gratidão por parte de gente de lá e alguma mágoa, partindo, logo menos.
Sobra alegria, sorriso e leveza, também. Pois apesar do conflito, saio de dentro me lembrando o quão sonhadora (e não deixarei isso partir) e doce eu sou com as adversidades. Faço arte.

17 de abril de 2013

(En)gana.

Respeitei até meus filmes preferidos, não os tendo assistido contigo. Nem emprestei nenhum dos meus melhores livros pra ti, em respeito a eles e porque não tive vontade.
Completa. Falta de sintonia essencial (falta explícita de essência, isso me mata), do fundo.
Falta de muito. Excesso de falta. Desequilíbrio. Desrespeito excedente.
Ato falho o tempo quase todo e dói um pouco (bem pouco mesmo) a sua falta de merecimento em assistir meus filmes mais amados comigo.
Fim.

30 de janeiro de 2013

Céu azul

Não sei quanto tempo falta pros corpos se separarem. Mas sei que eu, que escorria pelas suas mãos, agora as quero em mim mais do que nunca.
Na revisão da nossa história quase não existem tantos erros, mas muitos acertos com harmonia e equilíbrio.
As estrelas do céu da minha boca brilham e orbitam  pra você, agora... Claras e nítidas, como tudo deve ser. A sua música faz fluir as notas presas na minha garganta, até no escuro. E seu colo vai ser um dos principais (e muitos) presentes o qual vou esperar pra ter, cheia de saudade.
Mais leve do que leve e "tão natural quanto a luz do dia..."

26 de janeiro de 2013

Oração ao tempo II.

Que nós não percamos a serenidade adquirida no pouco tempo, que se afaste nosso corpo físico mas se mantenham bem próximos coração e alma. E o cuidado.
Que mesmo com dor, nós usemos o equilíbrio pra fechar os buracos da saudade, com carinho.
Obrigada ao Universo por nos ensinar, inspirar e proteger. Ele me protege, eu ensino o pouco que eu sei e vice-versa.
Que o respeito impere nas nossas vidas, por mais que a distância nos crie uma ideia errônea de solidão.
Estamos também agradecidos pela paz, pela ideia fiel de que a felicidade e a força são estados necessários de serem mantidos de pé. E que isso nós temos guardado bem concentrado dentro do peito.
É com veemência que falo em NOSSO nome. Em nome da PAZ.

24 de janeiro de 2013

Escolhas universais.

Eu tive tanta dúvida sobre "se" nós poderíamos ser. E nós fomos. Somos.
Energia nova, movida à evolução. Pura, energia limpa e transparente até então.
Cura e cicatrizante naturais, uma nova perspectiva de paz feita com multiplicação da melhor essência, guardada bem no fundo.
Expansão de mente, alma, corpo e coração.
E nós somos. Muito bem, muito mais do que imaginamos que poderíamos SER.

4 de dezembro de 2012

Ao menos leve uma certeza..

Tão estranho pensar no passado algo que ainda é tão presente. Passando pro papel, perde-se quase toda a doçura da resignação.
Se a fábrica fosse nacional, gostaria de ter um. Pra antes de dormir e ao acordar, afrouxar meu coração... Já que o resto do dia flui bem demais.
A distância também se faz sentir no corpo, falta calor, sobra espaço. E não é qualquer desejo guardado (mesmo que há muito tempo), que ocupa esse vão que fica. Talvez sim, mas o tempo ainda é de outro mundo dentro desse.
Todos os dias ainda, uns cinco segundos são pra desligar de hoje e ligar á umas semanas atrás, onde eu tinha certeza e quando era também certa a evolução e revolução dos sentimentos.
Já são tantos sorrisos, desculpas esfarrapadas, doces e amargos,  que fica divertido. E já já minha fórmula estará pronta.
Só chega de gente rasa e é possível deixar de ter preguiça, com tanta gente maravilhosa andando por aí. Mesmo assim, essa falta me abraça e aperta (um pouco mais de leve) ao deitar e levantar.