2 de agosto de 2011

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Há quanto tempo eu não me apoiava sem medo em alguém que sempre está posicionado a me segurar...talvez eu precise disso, alguém que não me deixe cair, ou talvez esteja mais apaixonada.
Mas essa coisa de se jogar e ser abraçada forte (entre outros) é boa demais...

29 de julho de 2011

Grande Botafoguense!...

...Foi a frase que estragou soprando minha nuvem de pensamentos! E eu nem gosto do botafogo...
eu espero uma amiga ligar, mora longe mas nem tanto...o dia é que está demorando a passar mesmo. Frio. Granito frio e eu escolho rolar no tapete com o cachorro da casa.

Passo a mão no cachorro e parece que a palma é feita também de pêlos, só sinto a ponta dos dedos.
O cachorro deita na altura dos meus quadris e cheira a minha barriga,logo, seguro o focinho dele.

Faço o trajeto da sala de gente sofredora e venho pro quarto escrever, sozinha. As pessoas aqui ou são felizes ou tristes demais... todos tem extremos assombrosos e eu nessa película de bolha de sabão. E agora...
Achei esse computador e teclo cada letra a cada três segundos, o quarto gira em volta de mim, acho que foi alguma coisa deliciosa aqui do país das maravilhas em que eu estou.

"É Alice!", grita uma criança na varanda e eu não acreditei na coincidência...não quero que ninguém entre aqui mas passo as palmas da mão no teclado quente e meu rosto esquenta também.

Muita bagagem, pra pouco caminhão...Fé em deus e pé na tábua!

17 de julho de 2011

Game over.

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Nem sei por que ser, ou a falta de ser assim. Você chora quando eu te ligo pra saber como estão as coisas mas eu choro só de olhar dentro do seu olho claro, cheio de nuvens carregadas de silêncio e choro por mim e por você.
Isso é falta de ser, privação de várias coisas lindas que não necessitam de rótulos.
Eu saí.
Bem arrumada depois de tanto tempo "jogada as traças" por dentro e por fora e achei que estava arrumada por dentro também. Por fora um vestido curto, um salto alto, uma maquiagem forte...tudo o que a gente sempre abominou juntos. Por dentro o coração esfacelado, sem jeito de colar e os restos apertados... tudo o que eu sempre abominei.
Chamei a atenção de alguns.
Bonitos, fortes, magros, cabelo cortado, cabelo comprido, olhos claros/escuros, bem sucedidos, na merda, limpos, sujos, e em todos eles eu procurei você ou a falta de você... e assim não enxerguei mais nada, achei que alguma coisa estava errada comigo.
Os homens me conhecem, mas depois de alguns minutos soltam um: "nossa, você é louca"... o que eles "eufemizam" ás vezes com: profunda, lírica, romântica, diferente etc...
Mas você enxerga toda essa loucura e ama isso tudo e é nessa hora que eu caio do salto e borro a maquiagem no meio da rua se você quiser, só pra estar do seu lado, debaixo das cobertas fazendo qualquer coisa que você queira. E é nessa hora que eu ligo, porque preciso que você saiba de novo que isso TUDO é verdade. Eu sou de verdade, você tem que saber...eu vivo no mesmo planeta que você e os fortes, magros e toda a merda que circunda.
Eu sei que vai doer ler isso, vai ter gente falando que eu me exponho demais, não tenho vergonha nenhuma, tem gente que vai chorar, outros vão perguntar de quem eu tô falando e eu não dou importância.

Assim como eu entendi algumas coisas que você disse que doeram tanto quanto esse texto, e não tive vergonha, não chorei, não me expus, não fui fraca, eu só te amo e doeu.
Mas tudo passa.. amor, dor, falta, vazio, frio, passa um dia de repente quando a gente menos espera. Eu só não espero pra falar o que eu sinto.

12 de julho de 2011

11/07/2011

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Você me deixou na manhã seguinte ao meu aniversário, sem dó nem piedade. Foi aí onde você realmente me deixou, depois disso foi só busca por paz.
Teria doído menos se não tivesse passado vinte e quatro horas do meu lado e nem aparecido com o livro que eu estava sonhando.
Pra quê? Pra deixar uma última impressão bonita depois da noite catastrófica?

Quase um ano depois ainda dói... não o aniversário - você sabe que eu não acredito em convenções sociais - dói saber que um dia você apareceu com um monte de flores no meu portão, passando por cima do seu orgulho idiota (que é cultivado), da minha família e pela única vez conseguiu me deixar sem palavras.
Conseguiu mostrar sem complexidade e sem falar muito, o quanto sentia por mim, o quanto cuidava do amor valioso que você sabe que mora no meu peito.
Nesse dia, meses antes do aniversário, eu acreditei em tudo o que eu sempre quis pra nós dois, pena que não rendeu até o fim.

Agora você é esse emaranhado denso de dúvidas - das quais você tem completa certeza - e eu sou a leveza que não te faz falta, porque você se habituou a morar nessa caverna angustiante que apaga seus olhos e eu não tenho mais coragem de entrar.

O dia em que essa história lânguida, prostrada esquecer de mim, talvez doa menos meu coração despedaçado, talvez minha mente inteira tome o lugar desse molengo.
Porque pro seu azar... onde minha mente é um quartinho, meu coração é um galpão enorme.

28 de junho de 2011

Eu e eu.

Quarenta e cinco minutos foram jogados no lixo por o amor não ser colocado como prioridade.
Eu, cheia de certeza dentro da cabeça e debaixo dos lençóis, penso estar jogando meu peito fora novamente.
Mas e daí? Se o desgaste do coração significar fazer alguém entender - mesmo que em anos - o quanto vale tudo isso, posso dilacerar o mesmo.
Se passar três dias perfeitos juntos quiser dizer - um dia depois - que devo me sentir com cem quilos de coração preso numa caixa, aqui estou, pronta pra livrar o coitado com todas as minhas forças.
Não sei de onde ando tirando essa força, talvez ela estivesse sempre aqui. Talvez eu não tenha gritado tão alto comigo mesma - como agora - pra acordá-la... ela que hibernou tanto tempo aqui dentro.
Do dinheiro, não faço questão... mas a paz eu gostaria que fosse devolvida. Porque por essa sim tive dificuldades, sofri, lutei e agora me pertence... pelo menos nesse ponto o qual dirijo a mim mesma.

Estou sozinha no fim da catástrofe, mas tenho a mim e eu me basto.

20 de junho de 2011

cinco ligações, muitas perguntas e nenhum encontro.

Prefiro escrever sobre outro, antes de você. Mas como você vem antes do outro, a caneta só fica no papel se for sobre você.

Mesmo que tenha menos importância, menos sentimento e mais auto-estima, vou entrar no carro desejando que o espaço do meu lado do carro fosse seu.
Você sempre deixou um canto vazio, mesmo quando "estava" presente e ainda deixa, porque esse é você e por mais que eu lecione sobre atitudes e paixão, seu tempo vai chegar...e seu vazio se concretizar.
E a praia, as loucuras, cantorias e colchonetes não vão ser os mesmos sem você. Porque ao contrário de você, só depois de tanto tempo estou indo sozinha pra longe de casa.
Talvez você seja mais forte que eu, ou eu seja mais inteligente que você... mas se nós trocássemos de lugar, eu me sentiria um homem cercado de vazios agora.

Conclusão: estou sem medo; sei que te coloco no bolso em questão de conteúdo e essência... mas ainda existe amor; só não existem provas.
E assim vou pra longe de casa desejando sua proteção que não é das mais presentes, mas é o máximo que tive até agora e deixo um beijo, talvez um abraço apertado e talvez sua cabeça a mil.

15 de junho de 2011

o amor da gente é como um grão..

Era dia dos namorados e pela quarta vez ela não tinha um. No ano anterior ela escreveu um texto lindo, mas sem propósito, sobre o amor. Todos elogiaram.
Esse ano, ela rodopiou num pé só e caiu deitada de barriga pra cima no sofá, com um sorriso de boca inteira.
Sem namorado, sem "presente", sem lingerie de renda nem jantar. Só com o sol batendo de um jeito lindo no rosto e cabelo dourados, que deixavam os quatro olhos quase da mesma cor.
Com mil beijos sem sedução, abraços apertados de polos opostos, gargalhadas e sorrisos.

Podia-se ver tudo no rosto dela: amor, verdade, sardas, cílios louros, vontade... e ele viu.
Ela errou e reparou algumas questões que trouxeram mais paz, sentou num banco de concreto que quebrou o gelo dos dois, que já não conseguem ter segredos, se lembraram do universo de liberdade que imperou durante uma era de paz.

Ela errou, mas acertou ao transformar um beijo em "quase", trazendo a delícia de volta.

(12/06)

"Drão
Não pense na separação
Não despedace o coração
O verdadeiro amor é vão
Estende-se infinito
Imenso monolito
Nossa arquitetura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminhadura..."

2 de junho de 2011

Rush now, don't explain...

Não te conheço mais. Eu poderia ficar presa numa jaula com você e iria continuar perdida e me sentindo estranha no ninho.
É diferente (e gostoso) acordar um dia, olhar o fio de sol que entra pela cortina e descobrir que o coração só aperta um pouquinho e que qualquer outro colo, ou qualquer outro carinho são mais leves que a dor de antes.
Finalizo esse ciclo (ex) vicioso com vinho francês e queijo, com balões de todas as cores, violino, vento gelado, parques, castelos, olhos claros, urina quente, coração relaxado, erros cômicos, elefantes risonhos e muita esperança de não esperar mais nada além de (tudo) isso.

22/05/2011.

3 de maio de 2011

queria tanto entender!

... e acabei descobrindo que entendo!
você é um amor, pega cerveja na geladeira, levanta da cama pra apagar a luz, não se mexe muito pra eles não acordarem, chega sempre e vai na hora certa, se dá bem com os amigos dele porque você é inteligente, sagaz e tem esse dom de fazer todos rirem, liga ás vezes pra saber como ele está, ama sexo, parece que ele ama com você, não o sufoca, conversa sobre tudo e é sutil, é bonita, se cuida, está sempre cheirosa e se arruma pra ele, vai ao encontro dele e coisas do tipo?

De repente ele está te ignorando? Só liga quando quer? Você está instável e meio maluca?

Você está é certa... acabo de perceber que não sei muita coisa, mas com meu olho clínico e meu excesso de observação percebo a covardia dos homens.
COVARDIA mesmo, com todas as letras, pra quê fazer de boba uma mulher como você? Que não faz nada de errado? Aí está o problema. Não que você deva fazer tudo ao contrário, eles simplesmente tem medo, um medo que eu não entendo e nem quero, de ter que assumir qualquer tipo de coisa que NÃO EXISTE... homens, descompliquem! Na verdade eles é que se acham muito queridos e desejados, justamente pela sua boa vontade e carinho com eles.
E os tais poderiam entender que nós só fazemos esse tipo de coisa, porque somos seres feitos pra cuidar dos outros, seja você de agora, garoto, ou outro que aparecer daqui a dois dias.
Vamos fazer isso por todos, porque somos ótimas! Podemos ser lindas, bem cuidadas, inteligentes e sensíveis e não sentir nada por vocês a não ser proteção e carinho.

Abram esses olhinhos que só servem pra caçar e cuidado com suas meninas tão amáveis... elas podem se cansar como aconteceu comigo há muito, e vocês vão voltar pra suas vidinhas largadas e sem a nossa graça!


E como diria Chico:

"Por isso para o seu bem, ou tire ela da cabeça ou mereça a moça que você tem!"