19 de julho de 2010

a facilidade deve ser demasiada pra você, que possui agora esse deleite, todo preparado pro seu bem estar, adornado de doçura e carinho (não) recíprocos.
cheia de noites frias e quentes, rezando pra dormir e não acordar, escuto o som do relógio e sonho em um dia não precisar mais esperar por tudo virar, por ser igual, equalizado. ou por quando a doçura vai se esvair por aí, distribuindo-se involuntáriamente a quem precisa (como você, como eu) e se desperdiçar, sendo que (está) poderia ser canalizada justamente a quem merece (você).
ela não precisa mais ser válvula de escape de almas vazias, ou repletas de solidão e abandono, agora é hora de carinho, de amor e de receber tudo o que já depositou em corações frios.
e deve estar correndo por uma estrada sem fim atrás disso. felicidade.

16 de junho de 2010

13/06/2010

um dia após o almejado por algumas almas falsamente repletas de algo que nem sei se existe, fogem as palavras certas (ou não), pra descrever a tamanha sensação de paz que traz ao rosto a luz e o sorriso perdidos por um tempo, mesmo aliados à incerteza da certeza de gostar.
o não saber, recheado de carinho, acalma o coração e adoça a vida, assim como foi desejado e passado ao universo. este, conspira a favor e mesmo que não queira, flui no ritmo de corpos em perfeita harmonia, funcionando com serenidade.
traz o calor solicitado, a transcendência dos momentos (únicos e) pertencentes a corações novos e machucados, recuperados, doces e abertos à sinceridade.
analisando com a calma adquirida nesse novo ciclo, há a certeza de ser bom demais e a busca (deliciosa e) de pouco em pouco da almejada VERDADE.

assim, acordaram a doçura.

12 de junho de 2010

12 de junho.

dia do beagle na França, independência na Rússia e Filipinas, dia do Correio Aéreo Nacional, do Enxadrista em SP, entre tantos outros mil fatos importantíssimos e impossível não mencionar esse dia em que todo mundo tem o direito de ser extra carinhoso e até exagerado (leia-se brega), de comprar presentes e acordar com dor de barriga de nervoso, de estar feliz por não "ser só"...e pra outros, um dia terrível, triste... dia de comer até explodir (e explodir o cartão de crédito - mulheres), de chorar e se perguntar incessantemente o porquê da "solidão".enfim.. Dia dos Namorados =)parabéns pra quem tem alguém que te faz rir o tempo todo, que te traz PAZ intensa, que te faz parecer que vai explodir de tanta felicidade, que te faz suspirar, que se enfia de baixo de edredons e "perde" dias inteiros repetindo filmes preferidos, que cozinha pra você, que tem a mão de encaixe perfeito, que encaixa perfeitamente com você, que tem alguém com quem fazer amor e não simplesmente sexo casual, que te lembra explicitamente ou não, que você é bom pra ele (a) e que é essencial pra a felicidade do cara ou da moça, que te aparece com as surpresas mais deliciosas do mundo, que te olha minutos inteiros sorrindo sem dizer nada e que depois pega seu rosto com as duas mãos e te beija, beija muito e te faz jurar que aquele beijo foi feito sob encomenda pra você, que cabe na mesma cama e travesseiro que você (e quanto menor, melhor), ai... que te faz suspirar todos os dias como se fossem o primeiro de tudo...PARABÉNS pra quem tem tudo isso (com ou) sem rótulos, amarras e tradições...e que tem plena consciência de que vocês podem comemorar não só nesse dia 12, mas nos 12 dias 12 durante um ano inteiro, ou simplesmente TODOS os dias. =)

18 de abril de 2010

ce-do-ce

vontade. poderia desenrolar da coberta quente e varar a noite fria pra encaixar meus elos nos seus, mesmo que o céu já esteja soldado.
seria tão, tão forte, como o que revira aqui dentro em flashes durante o dia e permanece à noite sólido e lúcido, congelando e queimando.
desejaria olhar por toda estação pros seus olhos, de um pro outro, do outro pro primeiro descobrindo a cada segundo um novo ponto de doçura nunca visto antes, justamente pelo sentimento se modificar e germinar um poquinho mais a cada noite (distante) com a maior serenidade que existiu nos últimos dias.
almejaria a presença constante e a profundidade (e transcendência) do beijo mais iluminado que as bocas provaram nas madrugadas regadas a dedicação, homenagens e carinho.
choraria a felicidade mais vazia e incerta do mundo, mesmo que doesse o aperto na garganta (e no peito), por lembrar o quão parecida é a serenidade de polos opostos e amor semelhante.
os paralelepípedos nunca foram tão leves como agora, nem a vontade tão intensa. o sol nunca havia cumprimentado nem a mente racionalizado toda a doçura.

assim nasceu a primeira flor.

1 de março de 2010

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recua quando o novo tenta invandir o espaço do antigo. antigo é apelido para auto-respeito, que por sua vez é meio eufemismo para medo absurdo da enchente de luz e sombra.
o painel faz rir em dobro, absurdos objetos espalhados misturam-se em pernas e peles macias, tecidos aquecidos e a selvageria mais profunda e delicada.
antigo. respeito. diferença. novo enredo de um conto áspero e boca profunda, capaz de afogar o mais experiente marinheiro, mesmo que munido de espirais douradas até os dentes.
o afago mais transcedental-momentâneo e apromessa mais efusiva e sem fundamento. talvez igual as outras porém mais densa, capaz de marejar em poucos segundos, com poucas (ou nada de) palavras os mais doces caleidoscópios de mel.
o peito pede (nova) vida, os olhos desrespeito, mas sucumbem ao couro transparente do combate ao doentio.
é covardia, mas apesar da fixação por minutos, já foi exilado desse país...


(21/01/2010)

2 de agosto de 2009

limite.

é preciso expressão, uma overdose de paz e tranquilidade aliada a uma explosão de tudo o que é atual, apesar de completar aparentemente com segurança. é necessário externar e dar início à infinidade de sonhos sombrios e presos em cada poro da pele, e ele necessita do toque mais doce de todos os tempos.
o azul deve mergulhar no vão da alma e retirar tudo o que for gelo, derretendo cada pedra com seu fogo intenso e fazendo essa alma tão nova por fora, mas tão envelhecida por dentro ser amiga da gravidade, ter suas paredes reformadas e atrair conforto pra dentro dela.
certos lugares, pessoas e atitudes são sagrados e não devem ser ignorados dando lugar a seres vazios e sintéticos. ao invés disso, deveriam (des)banalizar os bons sentimentos, transformando-os em puro prateado que passa livre pela garganta.
gritos só desprenderão do desespero da alma, se forem abafados por abraços quentes e completos...vontades serão (mais) feitas em benefício da única pessoa que pode dar apoio em tempo integral, qualquer tipo de contradição que apunhala o coração será ignorada, ao invés de rebatida...por mais que mude os móveis de lugar.
e assim, de um pequeno espaço se faz o mundo e de um pequeno corpo com várias almas, se faz alguém aliviado em tudo que falta...e que espalha sonhos por aí na quantidade de palavras, com a doçura de quem quer ser feliz por conta própria.

21 de junho de 2009

A falta de respeito fez efeito às 2:03 da manhã, depois de um banho dolorido (como sempre é) com esfregões esfolantes afim de "limpar" a sujeira do corpo e da alma, seguido de frio intenso. Há uma hora atrás tudo era verde, com duas bocas quentes de encaixe perfeito.
Mesmo com toda a delícia do momento (há uma hora atrás), as lágrimas correram instantâneas na face quente, com saudade uma hora depois. Não saudade da sensualidade, ou do beijo de encaixe perfeito mas saudade do beijo perfeito, parecido com os de cenas finais em filmes românticos, das mãos com encaixe perfeito.
E as lágrimas desciam ao lembrar que ele esfregava sua mão (junto a dele) na barba, e beijava cada dedo seu como se tivessem sabor (e sabores diferentes, cada um deles).
Enrolada na toalha úmida, chorou com olhos manchados, a vontade de te ter sempre por perto, de ter o beijo perfeito e as mãos ásperas. Vontade de te sentir por dentro e não mais se sentir vazia.

20 de maio de 2009

Ando esgotadamente com vontade de mudar o rumo da minha vida e os meus critérios de atração. Ultimamente, não tenho estômago pra gente que gosta de se acabar, que gosta de fazer isso com sensacionalismo só por não ter nada importante a que se agarrar na vida.
Apesar de saber que existe (ainda) um pouco de lixo no meu coração, nunca comecei a sentir esse vazio de uma forma tão serena, quanto agora.
Gente sem açúcar, não tem mais espaço na minha vida, e eu entendi que não posso acompanhar as loucuras de alguém de graça. A sensação maravilhosa de descobrir o tesouro poucas vezes, não substitui a paz que tem tomado conta de mim nos últimos dias.
Acreditar em frases com adoçante, é uma falsa fuga que realmente me agrada mas que nunca vai tomar o lugar de acreditar cem porcento em mim mesma, e ver isso se concretizar brilhantemente, provando que minha ponta sintética pode funcionar de um jeito PERFEITO, aliada ao mar de sentimentos em que eu vivo mergulhada.
Que o vazio se torne um abismo dentro de mim, se for pra viver sem a instabilidade de pessoas sem coragem, se for pra preencher tudo outra vez, sem amargo.

22 de abril de 2009

Consciência X Ilusão;

Não previa como seria a volta ao lugar que transformou a vivência atual em um conflito paradoxal dentro do peito. Onde os sorrisos foram falsos ás costas, onde houve carinho intenso, onde sucumbi à vontade negada, caminhei contra princípios, onde lábios geraram asas e onde as mãos anteriormente amigas, se tornaram afáveis e surpreendentes.
Peito aberto, sensação de vitória, de estar completa e tudo foi destruído por contradições e fugas à vida real. Ar pesado, paralelepípedos quentes e paredes sujas, tudo tornou as pontadas no peito mais fortes, o embrulho no estômago mais intenso e as lágrimas mais densas..
O misto de céu e inferno dava vontade de correr.
No meio disso tudo existe uma cabeça afundada num breu de conflitos (confusão = desordem, bagunça, falta de clareza.), iludida por sentimentos hipócritas ou também confusos, na qual é guardada bem no fundo, no seu porão raso, uma caixa transbordando de esperança prevendo um ataque aéreo certeiro que a destrua (esperar = ter esperança, crer, aguardar em emboscada, ter fé, confiar) / (esperançar = dar esperanças, animar).
Mas apesar de toda a neblina, essa cabeça tão (des) esperançosa, tem consciência de que esperar por lixo ou nada, íntangível, ou seja, faz mal ao coração.
lixo = o que se varre pra tornar limpo um ambiente, sujeira, imundice, coisa sem serventia, excremento.
nada = a não existência, coisa nenhuma, ninharia, inutilidade.