Não deu tempo de jogar as cartas ou qualquer consulta pendular que pudesse.
Carreira-solo, Voo panorâmico.
Estou.
Mamãe não gosta do vermelho do papel virado pra cima.
Eu gosto da escolha velada virada pra dentro,
do peito só esse retorno não mais eterno.
Só eu e olhares de cima,
sem fruta mordida.
5 de dezembro de 2015
18 de novembro de 2015
Estou
Não sou absolutamente quase.
Nada.
Ser é definitivo e minhas passagens de ar ameaçam o
fechamento repentino
Caso haja ameaça de ser
[(hermético)].
Estou.
Em cada microexperiência,
E...s
o
t
u.
Por aí em cada amor,
em cada
céu,
em cada um:
escancarada.
13 de novembro de 2015
Matizada.
Começou com a volta do achar lindo os casais se beijando nos ônibus
os amores (re)iniciando-se com alguns fios brancos brotando.
os amores (re)iniciando-se com alguns fios brancos brotando.
Saudade eu tinha da inspiração de coração amolecido, de flores no cabelo
E de (m)ar.
E de (m)ar.
E se houver qualquer indício de dúvida,
avisa que é de cantarolar os sons mais fluidos pela rua de brisa corrente.
avisa que é de cantarolar os sons mais fluidos pela rua de brisa corrente.
Eu, com voz de sorriso, entendo os desenterros que o coração quer falar
Transformar e deixar ir.
Deixa
Deix
Dei
De
D
.
E de repente explodi numa escrevência em primeira pessoa eterna
E tudo clareou ao som de cinza.
E tudo clareou ao som de cinza.
Até as escolhas vocabulais estão transformadas em tenra infância.
Nunca estive tão homogênea e díspar
E é essa dualidade o que faz o ar passar pela garganta.
E é essa dualidade o que faz o ar passar pela garganta.
22 de julho de 2015
Mon dieu (!!!)
Comecei esse texto em terceira pessoa, mas me sinto tão eu mesma que...
Eu chupava uma bala de menta (o que seria clichê por demasiado), mas foi apenas por uma tosse insistente.
Ele dividiu um paioso e percebeu meus agires com o mundo. Por isso saímos de perto.
As poucas expectativas dessa maré de musicalidade, foram completamente destruídas dentro de uma certeza boa de abraçar apertadinho.
Agora.
Ai.
[ "E o próximo instante, eu sei, é quase lá..." ]
[ "E o próximo instante, eu sei, é quase lá..." ]
Gustav Klimt - The kiss (detalhe)
7 de junho de 2015
Fotofobia.
Acordou sem dormir num quarto que, caso não se soubesse a falta de amor ali presente, se pensaria que a luz era sentimento esvaído de dentro dos dois peitos fechados.
Abriu os olhos e toda a distância entre eles não correspondia ao real. Na verdade a sensação era de que estavam à distância de anos luz e concomitante, um dentro do outro.
Ela, desde a primeira vez me transformou em euforia (haha), mas a inércia que costuma se aboletar de mim quando eu mesmo me vou (ZzZz), é de dar nó na mente e bagunçar qualquer reação ocitócina que exista.
Não sabia se era frio ou calor, que cabelo era de quem ou que coração batia mais sereno (leia-se baixo. talvez tenha tentado um otimismo) e sonolento, como esses escritos.
Abriu os olhos como fechou o coração: instantâneo e insone.
Ela só funciona ao vivo. Entre ligações e bilhetes curtos, quando me vê abre um sorriso e desata um chamego de dar laço forte.
É difícil falar sobre ela, tentar decidir se durmo com ela, não me desatinar num sorriso rasgante por sentir que a divirto.
Era vontade que tinha de sair correndo, num escorrer de prédio a baixo - ou melhor, evaporar por ser mais sucinto - pra ver se tanta vontade era vontade mesmo ou se era "não pode". O não pode pode ter surtido grandes efeitos nessa noite em que precisou-se curar o frio (um físico e um do coração) com distância e atrelamento.
Ela esteve. De verdade. Ou estive sonhando.
É tão difícil escrever sobre ela que mexe com meu lado direito brutalmente.
Talvez não floresçam palavras fáceis pois não a sei. Ou acho que sei mas tenho certeza que não. Acho que ela tem vários de mim, e isso talvez também seja sonho, mas prefiro crer e até sentir a dor minúscula que desponta no meu bater de coração, do que crer que sou só (eu).
Nesse dia repetidamente crepusculante tudo pareceu mais próximo e real. Uns ou outros esbarrões emocionais curados com beijos e entrelaçados de pernas e tudo se passou com humor de sol à pino e intimidade de apenas duas vidas.
Bebeu. E entre náuseas, gargalhadas, incertezas, conforto, fumaça, resolveu pular do barco pro mar e nadar. E boiar.
Soltou o corpo na água que era cama e deixou o sono vir, pois o amanhã a Deus pertence. E a quem sabe cuidar do próprio coração.
Enfim, ela é boa comigo (não pra mim). E sabe que quando se trata dela, sou alvo de represálias e autor de réplicas e tréplicas a meu favor.
A última vez que a vi tudo acabou com três beijos na testa, um na mão e uns quatro na boca - talvez - pois o da mão foi um pedido de perdão, e depois disso meu coração vagabundo se apossou da mente e não me recordo de mais nada.
[ https://www.youtube.com/watch?v=J2xc8xZ0tV0 ]
Abriu os olhos e toda a distância entre eles não correspondia ao real. Na verdade a sensação era de que estavam à distância de anos luz e concomitante, um dentro do outro.
Ela, desde a primeira vez me transformou em euforia (haha), mas a inércia que costuma se aboletar de mim quando eu mesmo me vou (ZzZz), é de dar nó na mente e bagunçar qualquer reação ocitócina que exista.
Não sabia se era frio ou calor, que cabelo era de quem ou que coração batia mais sereno (leia-se baixo. talvez tenha tentado um otimismo) e sonolento, como esses escritos.
Abriu os olhos como fechou o coração: instantâneo e insone.
Ela só funciona ao vivo. Entre ligações e bilhetes curtos, quando me vê abre um sorriso e desata um chamego de dar laço forte.
É difícil falar sobre ela, tentar decidir se durmo com ela, não me desatinar num sorriso rasgante por sentir que a divirto.
Era vontade que tinha de sair correndo, num escorrer de prédio a baixo - ou melhor, evaporar por ser mais sucinto - pra ver se tanta vontade era vontade mesmo ou se era "não pode". O não pode pode ter surtido grandes efeitos nessa noite em que precisou-se curar o frio (um físico e um do coração) com distância e atrelamento.
Ela esteve. De verdade. Ou estive sonhando.
É tão difícil escrever sobre ela que mexe com meu lado direito brutalmente.
Talvez não floresçam palavras fáceis pois não a sei. Ou acho que sei mas tenho certeza que não. Acho que ela tem vários de mim, e isso talvez também seja sonho, mas prefiro crer e até sentir a dor minúscula que desponta no meu bater de coração, do que crer que sou só (eu).
Nesse dia repetidamente crepusculante tudo pareceu mais próximo e real. Uns ou outros esbarrões emocionais curados com beijos e entrelaçados de pernas e tudo se passou com humor de sol à pino e intimidade de apenas duas vidas.
Bebeu. E entre náuseas, gargalhadas, incertezas, conforto, fumaça, resolveu pular do barco pro mar e nadar. E boiar.
Soltou o corpo na água que era cama e deixou o sono vir, pois o amanhã a Deus pertence. E a quem sabe cuidar do próprio coração.
Enfim, ela é boa comigo (não pra mim). E sabe que quando se trata dela, sou alvo de represálias e autor de réplicas e tréplicas a meu favor.
A última vez que a vi tudo acabou com três beijos na testa, um na mão e uns quatro na boca - talvez - pois o da mão foi um pedido de perdão, e depois disso meu coração vagabundo se apossou da mente e não me recordo de mais nada.
[ https://www.youtube.com/watch?v=J2xc8xZ0tV0 ]
4 de maio de 2015
Te perdôo.
Minha última paixão,
venho através desta, numa explosiva precisância de averdadamento...
dizer.
Estive apaixonada e por esse alguém você tem apreço. Ou tinha, ou terá.
Rodei exuberante e me perdi de ti (te mentir, me mentir.)
Mas não esteja aflita, foram só encontros, só madrugadas, quase nada aos olhos de deus.
Foi só um apartamento, um samba (alguns), só horas incontadas, e demoras por aí.
Fui só eu apaixonada, apaixonada, só, eu.
Você.
Mil perdões.
venho através desta, numa explosiva precisância de averdadamento...
dizer.
Estive apaixonada e por esse alguém você tem apreço. Ou tinha, ou terá.
Rodei exuberante e me perdi de ti (te mentir, me mentir.)
Mas não esteja aflita, foram só encontros, só madrugadas, quase nada aos olhos de deus.
Foi só um apartamento, um samba (alguns), só horas incontadas, e demoras por aí.
Fui só eu apaixonada, apaixonada, só, eu.
Você.
Mil perdões.
25 de abril de 2015
Soltando as rédeas.
Quando a vi ela estava de cara limpa, cabelo preso, numa indumentária minimalista composta por uma blusa preta de alças finas.
Esperando sentada num carro. Fumava um cigarro encaixado harmoniosamente entre os dedos,
e no som tocava uma voz peculiar, dizendo:
"Don't tell me that my master plane ain't coming through." E ela entendeu seu tamanho. (Eu e minhas histórias de tamanhos relativos.)
[ Free me! ]
Esperando sentada num carro. Fumava um cigarro encaixado harmoniosamente entre os dedos,
e no som tocava uma voz peculiar, dizendo:
"Don't tell me that my master plane ain't coming through." E ela entendeu seu tamanho. (Eu e minhas histórias de tamanhos relativos.)
[ Free me! ]
30 de março de 2015
De um suposto reencontro carnavalesco
O maior tapa foi observá-lo de cima, apesar de toda (!) a sua altura (eu já consigo levitar).
Ele louco, ele são, ele si.
Eu sou maior.
Mas tão pequena ainda pra me encher de (novos) desconhecidos que não me apetecem.
Ele é o tamanho do mar e eu de universo.
Enxergar é dar um salto e observar lá de cima com amor no coração.
Ele louco, ele são, ele si.
Eu sou maior.
Mas tão pequena ainda pra me encher de (novos) desconhecidos que não me apetecem.
Ele é o tamanho do mar e eu de universo.
Enxergar é dar um salto e observar lá de cima com amor no coração.
6 de outubro de 2014
Retrato de quem fica por ser de verdade.
Desses capítulos de gente eterna e macia.
Hoje ele é colorido, como uma revista de pintura infantil. Pedaços bem definidos de cor sobre uma pele linda, pedaços traçados prontos pra serem deliciosamente coloridos e me despertarem essa nostalgia de encontrar um desenho bem bonito e cheio de espaço pra eu preencher com todas as minhas cores. Até esses despertares de sensações da infância, ele nasceu pra causar em mim, aliás, esse é um dos presentes da caixa de surpresas que ele é. Ele é de novo,
sempre,
é desde sempre,
é sempre novo
e pra sempre.
Sempre foi caixa e sempre surpresa, antes era o meu branquelo, colorido "apenas" pelos lindos tons de verde de onde me enxerga de verdade, e apesar disso, nunca desviei de um olhar dele desde antes de eu reparar quantas cores haviam, e sei: ele me enxerga melhor que eu mesma até hoje.
Éramos a festa e a entorpecência da juventude profunda e sensível aos erros do mundo. Algum tempo depois fomos a volta do sorriso mais maduro, porém o melhor ainda está por vir.
Ele já me via, já ia comigo onde o vento levasse e eu cabia (caibo ainda) dentro do abraço rebelde e enroscado dele.
Hoje ele tem a cor da paz, de dentro pra fora, ainda tem o verde mais esclarecedor e aconchegante da Terra e ainda precisa me olhar pra sentir, ainda detesta as palavras virtuais, o futebol, a minha incapacidade de escolher pessoas compatíveis com meu amor gigante e minha pele que só ele soube definir.
Hoje nós somos consciência, equilíbrio e cada um. Ainda somos o maior respeito e o maior carinho com os seis anos que nos ligam por lindos laços - afrouxados pelo espaço que cedemos um ao outro - nessa jornada louca de vida.
Somos ainda rodas felizes de bicicleta pelo trilho da existência, eu cambaleando e cantando, ele correndo e pulando obstáculos com os olhos e o coração de criança.
Ele ainda é meu branquelo (agora colorido) e eu ainda, a rosa dele (mais cheia de cores).
Hoje ele é colorido, como uma revista de pintura infantil. Pedaços bem definidos de cor sobre uma pele linda, pedaços traçados prontos pra serem deliciosamente coloridos e me despertarem essa nostalgia de encontrar um desenho bem bonito e cheio de espaço pra eu preencher com todas as minhas cores. Até esses despertares de sensações da infância, ele nasceu pra causar em mim, aliás, esse é um dos presentes da caixa de surpresas que ele é. Ele é de novo,
sempre,
é desde sempre,
é sempre novo
e pra sempre.
Sempre foi caixa e sempre surpresa, antes era o meu branquelo, colorido "apenas" pelos lindos tons de verde de onde me enxerga de verdade, e apesar disso, nunca desviei de um olhar dele desde antes de eu reparar quantas cores haviam, e sei: ele me enxerga melhor que eu mesma até hoje.
Éramos a festa e a entorpecência da juventude profunda e sensível aos erros do mundo. Algum tempo depois fomos a volta do sorriso mais maduro, porém o melhor ainda está por vir.
Ele já me via, já ia comigo onde o vento levasse e eu cabia (caibo ainda) dentro do abraço rebelde e enroscado dele.
Hoje ele tem a cor da paz, de dentro pra fora, ainda tem o verde mais esclarecedor e aconchegante da Terra e ainda precisa me olhar pra sentir, ainda detesta as palavras virtuais, o futebol, a minha incapacidade de escolher pessoas compatíveis com meu amor gigante e minha pele que só ele soube definir.
Hoje nós somos consciência, equilíbrio e cada um. Ainda somos o maior respeito e o maior carinho com os seis anos que nos ligam por lindos laços - afrouxados pelo espaço que cedemos um ao outro - nessa jornada louca de vida.
Somos ainda rodas felizes de bicicleta pelo trilho da existência, eu cambaleando e cantando, ele correndo e pulando obstáculos com os olhos e o coração de criança.
Ele ainda é meu branquelo (agora colorido) e eu ainda, a rosa dele (mais cheia de cores).
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