Sei que vou sentir falta dessas tardes embaladas na rede e em seus braços. Devaneando além-corpo com a brisa nos refrescando e a grama a refletir o verde na metade de nós dois.
É o vocabulário dele, a classe, a diplomacia pra sussurrar ao meu ouvido narrando sua mulheres. Tantas, de tantos feitos, feitios e feições. Sucumbo ao ciúme, mas as palavras vem de encontro ao meu rosto a afagá-lo e não posso deixar de ouvir.
Vida tão intensa, peito tão ermo.
Esses homens vidrados no meu gênero me matam por dentro. Se aprofundam no meu ser. Baixo a guarda para os discursos machistas, as crises de realismo, dores, amores despedaçados e voltas. Além de muito.
Sei que vou sentir falta de dormir na rede com os cabelos voando a fazer leves cócegas nas maçãs, enquanto ele se aconchega no meu peito. Eu teria envolvido as tramas.
Ah, Vinícius...
20 de agosto de 2013
12 de agosto de 2013
04/09/2012
Esses dias tenho pensado muito sobre idas e vindas, fechamento de ciclos e etc. Tem gente que sempre esteve, voltando a fazer parte com liberdade. Gente que parecia estar presente mesmo na ausência que agora evapora da minha mente sem dor. E há as novas pessoas que chegam devagarinho, silenciosa e agradavelmente cheias de bem querer (mútuo).
Afinal, quando a gente cresce um pouco começa a ter resignação pra aceitar a abertura de novos ciclos e fechamento dos antigos.. Essa é a vida fluindo natural e como dizia uma amiga muito amada que já não se faz presente: devemos agradecer por todos que entram, mas também pelos que saem da nossa vida. :))
Um abraço forte nos presentes, novos e antigos.
Afinal, quando a gente cresce um pouco começa a ter resignação pra aceitar a abertura de novos ciclos e fechamento dos antigos.. Essa é a vida fluindo natural e como dizia uma amiga muito amada que já não se faz presente: devemos agradecer por todos que entram, mas também pelos que saem da nossa vida. :))
Um abraço forte nos presentes, novos e antigos.
5 de agosto de 2013
V de visão.
Pelo visto vou ter que voltar pra mim.
Pelo visto estou voltando sem querer
quando vi, quis.
Visto que sou minha voltei quase toda.
Pelo visto minhas mãos estão se fechando
tenho visto meu coração auto cicatrizar.
Tenho visto o frio e sentido a geada cristalizar.
Aí visto minha melhor indumentária:
O amor
que é visto em mim a sair pelos poros.
Por mim. E por ele também. E por nós.
Quem faz vistoria no meu ser é a paz
veja por dentro (ou em volta).
Faça vista fina à sua verdade.
Facilmente minha aura se tornou vistosa
vista meu coração e venha pra dentro.
Estou voltando pro lugar de onde nunca saí.
Pelo visto estou voltando sem querer
quando vi, quis.
Visto que sou minha voltei quase toda.
Pelo visto minhas mãos estão se fechando
tenho visto meu coração auto cicatrizar.
Tenho visto o frio e sentido a geada cristalizar.
Aí visto minha melhor indumentária:
O amor
que é visto em mim a sair pelos poros.
Por mim. E por ele também. E por nós.
Quem faz vistoria no meu ser é a paz
veja por dentro (ou em volta).
Faça vista fina à sua verdade.
Facilmente minha aura se tornou vistosa
vista meu coração e venha pra dentro.
Estou voltando pro lugar de onde nunca saí.
1 de julho de 2013
O Jardim Secreto.
http://www.youtube.com/watch?v=DIj_pYHRr7o (Play)
Todos me veem (ou não) e não vejo ninguém. O dia amanhece da cor da pele de um surrealista que eu encontro deitado num sofá perdido pela grama.
São encontros de finais de corredores de jardins secretos. Seletos e mistos.
Fazem bem pros olhos, pro ego, pra inspiração.
Inspira, expira, respira. Suspiros.
De arte. De liberdade, emancipação.
De soltar os ganchos do chão de qualquer ser encantado que já quase flutua.
Sucumbo à beleza, a discos voadores e ausência de regras. Disco e mudo.
Viro o disco.
Não entrego nem garanto. Pois o mundo não seria tão fascinante sem presentes do universo pra partes específicas (e especiais) de nós mesmos.
Numa música bonita, vive a minha mente a mergulhar. Nesse país das maravilhas.
Que orbita por aqui.
"Não quero nunca renunciar à liberdade deliciosa de me enganar."
Che.
Todos me veem (ou não) e não vejo ninguém. O dia amanhece da cor da pele de um surrealista que eu encontro deitado num sofá perdido pela grama.
São encontros de finais de corredores de jardins secretos. Seletos e mistos.
Fazem bem pros olhos, pro ego, pra inspiração.
Inspira, expira, respira. Suspiros.
De arte. De liberdade, emancipação.
De soltar os ganchos do chão de qualquer ser encantado que já quase flutua.
Sucumbo à beleza, a discos voadores e ausência de regras. Disco e mudo.
Viro o disco.
Não entrego nem garanto. Pois o mundo não seria tão fascinante sem presentes do universo pra partes específicas (e especiais) de nós mesmos.
Numa música bonita, vive a minha mente a mergulhar. Nesse país das maravilhas.
Que orbita por aqui.
"Não quero nunca renunciar à liberdade deliciosa de me enganar."
Che.
27 de junho de 2013
Hoje.
Abro meus olhos pro que é real
Irreais são os ideais. Agora eu vejo.
Se o coração ameaça desalinhar, me enxergo. Equilibra. É que libra tem esse costume.
A mão da agonia que ameaça apertar na altura do estômago, está fraca. Pobre força. O dia é claro e foi a luz do sol que abriu meu sorriso hoje. E ela, a pequena garota azul.
Há uma parte realmente engraçada onde eu não tenho vontade de pôr a voz através da garganta e deixo estar assim . Assim como meus dedos se recusam a produzir qualquer tipo de palavra que for direcionada a esse momento.
Esse meio dia, a meio-dia e alguns muitos minutos e daqui há dois, será a hora do amor. Que eu não sinto, por um simples desbotar de sentimento e manutenção . Mas que celebro, mantendo no calendário de poucas datas especiais, os amores puros e refrescantes.
Irreais são os ideais. Agora eu vejo.
Se o coração ameaça desalinhar, me enxergo. Equilibra. É que libra tem esse costume.
A mão da agonia que ameaça apertar na altura do estômago, está fraca. Pobre força. O dia é claro e foi a luz do sol que abriu meu sorriso hoje. E ela, a pequena garota azul.
Há uma parte realmente engraçada onde eu não tenho vontade de pôr a voz através da garganta e deixo estar assim . Assim como meus dedos se recusam a produzir qualquer tipo de palavra que for direcionada a esse momento.
Esse meio dia, a meio-dia e alguns muitos minutos e daqui há dois, será a hora do amor. Que eu não sinto, por um simples desbotar de sentimento e manutenção . Mas que celebro, mantendo no calendário de poucas datas especiais, os amores puros e refrescantes.
23 de junho de 2013
Laços.
Bem estar invadindo o corpo...
Bem-querer, bem-me-quero.
E me quero mais do que qualquer um que queira.
Respiro a manhã e ela entra pelos poros.
A manhã, amanhã (hoje), de manhã.
Tudo o que eu quero. Nada mais.
Mais amor. Sempre.
Próprio, fraterno, romântico...
Quero.
Pernas que saibam entrelaçar cientes da complexidade das minhas.
Lace. Entrelace. Não dê nó.
Nó de marinheiro, rum de pirata.
Solitude. Muito amor na mente, reluz.
Vagalume bailarino de nuvens, pisando-as... apreço.
Auto-apreço-respeito-amor.
A música toca doce pelo meu merecer. Por minha presença.
Expectativas incineradas antes da explosão me fazem sentir o peito agridoce e livre.
Só um, só eu. E muito.
Metamorfose cardíaca, desfalecimento tardio. A vontade é minha e a força também...
Faço.
Estar apaixonado por si é estado sublime, poder, liberdade e merecimento.
5 de junho de 2013
12/05/13
Tentaram me ensinar há menos tempo que existem histórias de amor que perduram e mantém o sentimento imutável por longo tempo. Existem de paixão também. Existem também as de peles que se adoram.
Seja qual for o motivo, essas histórias sem fim aparente se mostram no esbarrar dos corpos, no calor diferente, no atrito das peles, nas mãos perdidas. Percebe-se esse tipo de história nos debates contraditórios de quaisquer questões e no concordar tão doce de outras tantas, sempre sem explicitar a (o) real.
É um fingir delicioso, vestido até o fundo de ciência e verdade.
E nós entendemos bem isso onde nossas pernas entrelaçam e são fortes. Onde nosso ritmo e físico são semelhantes (sincrônicos, pra falar a verdade).
E nós entendemos isso nas suas idas e vindas e idas repetidas, me ensinando que existe (e existe ir e vir por dentro, também). Que depois de certo tempo por perto, a história volta a ser escrita e o melhor: recomeça de onde parou, sem amor romântico nem especial, nem outro tipo.
"Apenas" um gostar profundo e sorridente, embriagado, que me ensina ainda sobre paixão, não-amor, idas, vindas e idas quase definitivas.
"Não me digas não, porque..."
Seja qual for o motivo, essas histórias sem fim aparente se mostram no esbarrar dos corpos, no calor diferente, no atrito das peles, nas mãos perdidas. Percebe-se esse tipo de história nos debates contraditórios de quaisquer questões e no concordar tão doce de outras tantas, sempre sem explicitar a (o) real.
É um fingir delicioso, vestido até o fundo de ciência e verdade.
E nós entendemos bem isso onde nossas pernas entrelaçam e são fortes. Onde nosso ritmo e físico são semelhantes (sincrônicos, pra falar a verdade).
E nós entendemos isso nas suas idas e vindas e idas repetidas, me ensinando que existe (e existe ir e vir por dentro, também). Que depois de certo tempo por perto, a história volta a ser escrita e o melhor: recomeça de onde parou, sem amor romântico nem especial, nem outro tipo.
"Apenas" um gostar profundo e sorridente, embriagado, que me ensina ainda sobre paixão, não-amor, idas, vindas e idas quase definitivas.
"Não me digas não, porque..."
5 de maio de 2013
Tá bom II
Acordei fervendo de calor, um calor estranho e pulei da cama a te procurar. Eu sabia que você me salvaria, talvez nisso também contenha muito erro. Procurei o apartamento todo, acreditando que em algum canto eu escutaria qualquer canto que fosse me curar.
Essa onda psicológica é intensa demais e os resquícios da fábrica de pensamentos ainda dão a impressão de um motor velho que ameaça pegar no tranco, mas sucumbe ao gasto.
E minha barriga dói, dói... bem no fundo e agudo.
Acordei lembrando da roda de samba que tem aos primeiros domingos, da qual eu já tinha te dito e prometido que te levaria. Mas o bilhete que também procurei, procurei... não veio. Veio outro, que machucou um pouco e me fez contorcer de mais dor na barriga. Certo, não errado. Talvez fosse eu a autora daquele conteúdo se estivesse em outro lugar (e tempo), porque entendo muito bem e me expresso parecido.
Até o que dói vindo de você, é confortável.
Tá vendo? Não é só o que você pensa... Essa merda de onda psicológica profunda é pros rasos, ou pra quando eu tiver espaço pra expandir tanto.
Essa onda psicológica é intensa demais e os resquícios da fábrica de pensamentos ainda dão a impressão de um motor velho que ameaça pegar no tranco, mas sucumbe ao gasto.
E minha barriga dói, dói... bem no fundo e agudo.
Acordei lembrando da roda de samba que tem aos primeiros domingos, da qual eu já tinha te dito e prometido que te levaria. Mas o bilhete que também procurei, procurei... não veio. Veio outro, que machucou um pouco e me fez contorcer de mais dor na barriga. Certo, não errado. Talvez fosse eu a autora daquele conteúdo se estivesse em outro lugar (e tempo), porque entendo muito bem e me expresso parecido.
Até o que dói vindo de você, é confortável.
Tá vendo? Não é só o que você pensa... Essa merda de onda psicológica profunda é pros rasos, ou pra quando eu tiver espaço pra expandir tanto.
28 de abril de 2013
A guiar minha vida com mais amor.
E eu fico muito feliz quando sou instrumento de paz. É esse cair de ficha que eu ainda não tive, que eu sei que existe e é necessário, libertador... mas só posso ter sozinha, não sei qual é minha dificuldade em dividir.
Eu sei que não amo, juro que sei, mas o que eu senti enquanto isso? Só a dependência emocional?
Sabe qual é o motivo da minha negação? Acabei de chegar a um ponto chave.. eu não consigo acreditar no poço de maldade em que eu fui atirada, no sentido mais violento da palavra, logo quando eu dei mais do que minha alma podia e devia.
Porque eu só choro quando penso nisso e porque eu não tenho as boas lembranças, porque essa merda toda sumiu da minha mente e me dá medo!
Nada que some é bom, só é bom quando você enxerga ir... o que some reaparece de repente assustando feio, e eu me assusto muito fácil porque vivo dentro dessa bolha de bondade que eu inventei e acredito nela.
Eu preciso da força que é enxergar todo o processo acontecer e ver desintegrar todo esse mal que eu sei que existe, nós reagimos diferente um do outro, eu tenho mais medo de assombração que você, seus fantasmas eram maiores e eu preciso matar os meus, sozinha.
Mas você pode estar do lado pra me abraçar quando eu voltar correndo, depois da luta vencida, sabe? Eu vou precisar de um peito e um colo reconfortantes e até da sua força física pra me apertar e lembrar da minha força vital.
Mas eu preciso ir sozinha até "lá"... porque só eu sei o caminho e é complexo sim, por enquanto.
Eu não tô com medo disso.
Mas aí veio você...posso continuar?
Daí chegou você e arrancou de dentro de mim muito mais da metade da dor toda que tava apertando, eu comecei a conseguir enxergar meu corpo e a mente e a alma de fora, de novo... Porque esse meu (nosso) enxergar, de saber quem eu sou é que me faz forte pra auto-defesa, mas eu precisava de ti e nem sabia que precisava.
Eu não estou usando a noite de ontem na construção do que você é e significa pra mim, acredite, é medo de você não receber com suavidade a minha dor, mais... Medo de te "perder" apesar desse tipo de palavra não combinar conosco. A única forma de aceitar dividir com você é essa, entende? Poder falar o que eu quiser, sem medo porque você já deixou bem claro sem dizer nada, que eu estou protegida aqui. Que se meu coração ou garganta apertarem, sua poesia e sua melodia são curativas, pelo menos comigo. Estou mais contigo.
Tem gente que escolhe ser má e gente que nem sabe que existe poder escolher, que bom que nós nos detectamos no meio de tanta gente oca, que beleza nós sermos sensíveis e nossa arte aflorar como um porre delicioso de café. Você vem despertando o melhor de mim até com as frases mais emudecedoras (e boas), de areia.
Sabe qual é o motivo da minha negação? Acabei de chegar a um ponto chave.. eu não consigo acreditar no poço de maldade em que eu fui atirada, no sentido mais violento da palavra, logo quando eu dei mais do que minha alma podia e devia.
Porque eu só choro quando penso nisso e porque eu não tenho as boas lembranças, porque essa merda toda sumiu da minha mente e me dá medo!
Nada que some é bom, só é bom quando você enxerga ir... o que some reaparece de repente assustando feio, e eu me assusto muito fácil porque vivo dentro dessa bolha de bondade que eu inventei e acredito nela.
Eu preciso da força que é enxergar todo o processo acontecer e ver desintegrar todo esse mal que eu sei que existe, nós reagimos diferente um do outro, eu tenho mais medo de assombração que você, seus fantasmas eram maiores e eu preciso matar os meus, sozinha.
Mas você pode estar do lado pra me abraçar quando eu voltar correndo, depois da luta vencida, sabe? Eu vou precisar de um peito e um colo reconfortantes e até da sua força física pra me apertar e lembrar da minha força vital.
Mas eu preciso ir sozinha até "lá"... porque só eu sei o caminho e é complexo sim, por enquanto.
Eu não tô com medo disso.
Mas aí veio você...posso continuar?
Daí chegou você e arrancou de dentro de mim muito mais da metade da dor toda que tava apertando, eu comecei a conseguir enxergar meu corpo e a mente e a alma de fora, de novo... Porque esse meu (nosso) enxergar, de saber quem eu sou é que me faz forte pra auto-defesa, mas eu precisava de ti e nem sabia que precisava.
Eu não estou usando a noite de ontem na construção do que você é e significa pra mim, acredite, é medo de você não receber com suavidade a minha dor, mais... Medo de te "perder" apesar desse tipo de palavra não combinar conosco. A única forma de aceitar dividir com você é essa, entende? Poder falar o que eu quiser, sem medo porque você já deixou bem claro sem dizer nada, que eu estou protegida aqui. Que se meu coração ou garganta apertarem, sua poesia e sua melodia são curativas, pelo menos comigo. Estou mais contigo.
Tem gente que escolhe ser má e gente que nem sabe que existe poder escolher, que bom que nós nos detectamos no meio de tanta gente oca, que beleza nós sermos sensíveis e nossa arte aflorar como um porre delicioso de café. Você vem despertando o melhor de mim até com as frases mais emudecedoras (e boas), de areia.
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