O grande prêmio de merecimento seria uma paixão arrebatadora, com direito a sorrisos e mãos perdidos pelo dia. Dessas de afogar o coração em conforto e admiração mútua, daquelas de voltar correndo pra mais um beijo em despedidas.
Com corações livres e almas leves, tendo se encontrado nesse estado, cheios só de (boa) vontade, de olhar pra dentro. Dessas que só os bons merecem.
Do tipo que faz viver ganhando brindes da vida, vento no rosto, beleza genuína, riso solto... É isso o que nós merecemos por tudo o que foi feito da vida até o momento.
O que não chegou, ainda está em fase de molde e bom preparo pra vir cheio de boas sensações e sentimentos puros... daqueles refrescantes que fazem valer cada segundo da luta pra preservar o todo.
22 de julho de 2012
5 de junho de 2012
Li todos os textos não lidos até o "Amor é síntese" com o peito carregado de saudade - e confesso -um pouco de mágoa.
Porém, Sr. Amigo de Infância, (apesar de eu ser uma das mulheres mais corajosas que conheço)meu peito também aperta pela (in)certeza do retorno. Ok, não devemos dar esperando de volta, porém te conheço há muito e talvez o senhor me conheça muito melhor que eu, logo, não me arrependo nem de me arrepender do que eu possa causar no seu enorme coração congelado. Pra mim, um freezer que a vida instala dentro do nosso peito com o passar do tempo e a cada decepção a temperatura cai mais.
Porém, pessoas 80 como eu, gostam de acender um fósforo aqui dentro de vez em quando, porque pessoas como eu amam ou não.
Sei que o senhor entende quando eu digo: algumas amizades acabam e é chato, outras acabam e é dolorido de fechar a garganta. Outras pessoas passam intensamente pela nossa jornada e quase nos fazem acreditar na existência delas. Mas eu e o senhor, mesmo que me deteste até o fim da vida, somos conscientes e certos da nossa existência, nós nunca precisamos de "achismos", porque nossos abraços sempre foram um mundo projetando a perfeição no outro, destruído ou não.
Fico por aqui, lembrando ao senhor que isso foi só um fósforo no seu freezer, bem mais gelado que o meu... mas que minha intenção era abrir as portas e acender uma fogueira.
Porém, Sr. Amigo de Infância, (apesar de eu ser uma das mulheres mais corajosas que conheço)meu peito também aperta pela (in)certeza do retorno. Ok, não devemos dar esperando de volta, porém te conheço há muito e talvez o senhor me conheça muito melhor que eu, logo, não me arrependo nem de me arrepender do que eu possa causar no seu enorme coração congelado. Pra mim, um freezer que a vida instala dentro do nosso peito com o passar do tempo e a cada decepção a temperatura cai mais.
Porém, pessoas 80 como eu, gostam de acender um fósforo aqui dentro de vez em quando, porque pessoas como eu amam ou não.
Sei que o senhor entende quando eu digo: algumas amizades acabam e é chato, outras acabam e é dolorido de fechar a garganta. Outras pessoas passam intensamente pela nossa jornada e quase nos fazem acreditar na existência delas. Mas eu e o senhor, mesmo que me deteste até o fim da vida, somos conscientes e certos da nossa existência, nós nunca precisamos de "achismos", porque nossos abraços sempre foram um mundo projetando a perfeição no outro, destruído ou não.
Fico por aqui, lembrando ao senhor que isso foi só um fósforo no seu freezer, bem mais gelado que o meu... mas que minha intenção era abrir as portas e acender uma fogueira.
3 de junho de 2012
O homem abreviado.
Enquanto eu destrincho ideias e ideais pra ver se ele consegue decifrar pelo menos dez porcento de mim, o homem abreviado corta tudo pela metade: gestos, palavras, sons.
Logo comigo que escrevo por extenso todos os números da minha existência? Quando paro e penso um dia inteiro, posso escrever um livro, ele, uma página.
O pior é que não é falta de conteúdo - ele é bem cheio - mas acostumou ao monossilábico pra explicar, ouvir, amar. Eu fico dividida entre meu celular odiado por ele, prestar atenção no gosto do chiclete ou alegrar minhas mãos no cabelo liso dele. Assim, não sei como - assim como ele não sabe não abreviar - eu gostava dele. Meu teste.
Quando ele parava o carro, meu ser já se carregava de pensamentos nossos em formas de palavras que eu escrevia com os pés, saltitante no caminho até minha casa. Talvez ninguém tenha percebido ou dito até hoje o quão econômico ele é. Eu, falo sozinha.
E eu que prefiro detalhes, cantos, camas, sabores, sons (todos completos, quase um filme), perdi o interesse abreviado quando ele me cobrou e se queixou numa extensa lamúria sem abreviação. Vai entender.
10 de abril de 2012
Acima.
Nunca senti tanta falta de alguém nesse sentido. Não gosto quando você some, ás vezes tento falar em todos os números que eu sei com certeza que você já eliminou porque não aguenta.
Você não torcer pra time nenhum, não se preocupar com as convenções sociais respeitando todas, seu cabelo enrolado, você constante. Explode meu peito.
E essa falta dói, porque se eu encontrasse em cada pessoa metade do respeito e carinho que você tem por mim, acreditaria mais rápido no amor.
Se meu coração um dia escolher alguém, vai ser você com certeza de felicidade e conforto.
Enquanto isso, volta pra onde você se tranquiliza e mexe no fundo do peito, te quero do lado direito com todo direito a amor, amizade forte e (muito) carinho como sempre é, volta pra perto de mim.
29 de março de 2012
Facilmente ela vem, facilmente ela vai.
Pela janela do carro eu sentia o cheiro do desodorante de sempre.
Esses capítulos protagonizados por homens mais bonitos do mundo, me enchiam de resistência (e cansaço). O pior foi descobrir tardiamente que ele era um desses, mais de vinte e quatro horas depois, com ele dormindo profundamente. Esses eram os mais difíceis e irresistíveis, mas daquela vez: não.
As músicas dele eram ainda mais sentimentais que as minhas, que a cada dia adquirem mais malemolência e menos preocupação, entrando em colisão com o temperamento seco e a boca parada dele.
Minha cabeça projetava durante o dia, nas horas de cuca fresca, imagens de nós dois. Deliciosas, recheadas de som, beijos, almofadas, janelas, conforto e tranquilidade.
Não precisava (nem tentar) predefinir a personalidade, nem nada mais profundo.
A pele também sente.
16 de fevereiro de 2012
Sem fantasia.
Bem,
eu sei que você é fechado comigo e acho que deve ser mesmo, porque esse é você. Mas eu não sou, Preciso te agradecer por nunca ter precisado fazer joguinhos pra que você gostasse, se interessasse ou se preocupasse comigo. Parabéns por essa virtude, a de deixar as coisas acontecerem independente das convenções sociais, independente de o mundo ditar que as mulheres tem que ser super difíceis, você soube reconhecer a melhor parte de mim. A minha vontade de amar, de pelo menos estar apaixonada, de aceitar o sentimento mais puro possível, sem mascarar qualquer coisa linda que mereça realmente ser mostrada.
Te admiro muito por isso, isso resume o orgulho que eu tenho do que nós fomos, da nossa pequena, porém respeitosa amizade atual, do nosso amor passado e da nossa relação de bem querer mútuo presente.
Você é realmente um homem, por dispensar táticas e personagens, e mesmo assim conseguir todo o meu amor, mesmo que por um período. Você tem todo o meu respeito e me alivia quando eu canso de ser testada.
Obrigada.
8 de dezembro de 2011
Analogia.
-
Quando eu era pequena, ás vezes levavam algum cachorro meu embora por qualquer motivo e sempre eram levados pra sítios. Sítios de amigos, nos quais eu poderia visitá-los quando quisesse pra matar a saudade. Nunca vi nenhum deles depois de partirem.
Era uma forma doce de me enganar, eram meus cachorros com problemas, que não conseguiam viver aqui dentro de casa ou comprometiam qualquer coisa, atrapalhando a convivência.
Não doía. Até hoje imagino que foram bem tratados nos sítios.
Os cachorros estão para o amor, assim como o amor está para os cachorros.
Ambos foram embora, porém, os cachorros não me machucaram hora nenhuma, nem mentiram pra mim.
17 de outubro de 2011
23/07/10 - o que eu queria dizer agora:
-
abertura, ou verdade. se eu não posso me mostrar por inteira, do avesso, transparente, crua e elaborada, do jeito que eu "for"... nunca serei eu mesma. tudo depende da forma como o outro lida com o amor. eu sou amor puro e simples, carregado de outros sentimentos coadjuvantes mas não menos importantes que ele, não quero complemento, quero soma e mais ainda, multiplicação. quero sentimento exposto, vísceras à mostra, no mais transparente traje da verdade que existir. não quero privação, teatro, folclore...
quero poder mergulhar e sentir o frio que a profundeza traz, seguido de tudo o que há de lindo lá em baixo... quero enxegar com clareza.
preciso de experiências do passado porém isoladas do que amargurou, alma limpa...melhor, nova.
pronta pra receber tudo o que a esvaziou há muito tempo. quero dois na mesma cama, olhos fechados involuntariamente e abertos por um simples querer enxergar no fundo, o que realmente vale a pena.
quero progresso e não regressão, cuidado, carinho, proteção... esse tipo de atitude necesita ser recíproca pra que brilhe cada vez mais...
não me envergonho de ser só sentimento, basta saber quem tem coragem de acompanhar, quem pode, quem aguenta...e quando aguenta é maravilhoso entrar na mesma frequência.
mais, mais, mais....
abertura, ou verdade. se eu não posso me mostrar por inteira, do avesso, transparente, crua e elaborada, do jeito que eu "for"... nunca serei eu mesma. tudo depende da forma como o outro lida com o amor. eu sou amor puro e simples, carregado de outros sentimentos coadjuvantes mas não menos importantes que ele, não quero complemento, quero soma e mais ainda, multiplicação. quero sentimento exposto, vísceras à mostra, no mais transparente traje da verdade que existir. não quero privação, teatro, folclore...
quero poder mergulhar e sentir o frio que a profundeza traz, seguido de tudo o que há de lindo lá em baixo... quero enxegar com clareza.
preciso de experiências do passado porém isoladas do que amargurou, alma limpa...melhor, nova.
pronta pra receber tudo o que a esvaziou há muito tempo. quero dois na mesma cama, olhos fechados involuntariamente e abertos por um simples querer enxergar no fundo, o que realmente vale a pena.
quero progresso e não regressão, cuidado, carinho, proteção... esse tipo de atitude necesita ser recíproca pra que brilhe cada vez mais...
não me envergonho de ser só sentimento, basta saber quem tem coragem de acompanhar, quem pode, quem aguenta...e quando aguenta é maravilhoso entrar na mesma frequência.
mais, mais, mais....
(achei esse texto perdido e postei, já que não consigo expelir o sentimento da mesma forma que nessa época!)
2 de outubro de 2011
o acerto:
contraditório, mas o acerto foi triste.
enquanto ele passava pela porta (saindo) com todo aquele tamanho de novo homem mais bonito do mundo, eu me encolhia num canto me sentindo a menor mulher do mesmo. isso durou segundos, enquanto a beleza irresistível dele ia embora na mesma rapidez em que eu juntava tudo pra passar pela porta também.
é incrível como a beleza física pode acabar em milésimos quando o dono é tão feio por dentro. o que tinha de lindo, se transformou em o que tem de covarde, o que tinha de inteligente, se tornou no que tem de vazio.
e enquanto eu prendia o cabelo e respirava fundo, cada expiração minha exalava mais coragem e mais certeza de que aquele golpe, mesmo parecendo auto-dilaceração, me fazia crescer e crescer, até ficar maior que o cara, até passar pela última porta e dar um adeus arrebatador, desses dos quais não se obtém resposta.
não foi a primeira vez, mas fiquei orgulhosa de mim, foi o mais triste e satisfatório ato de AUTO-RESPEITO.
Assinar:
Postagens (Atom)