3 de agosto de 2010

"eu tenho tentado lhe dizer algumas coisas
há bastante tempo
perdi as minhas forças por você, e hoje
meu peito dói, dói, dói, por algum motivo e eu não
consigo achar
minha alma cai, cai, cai, de vez em quando eu sofro
e eu continuo a me preocupar
perdido no vazio desse sentimento
me encontra amanhã
pra gente conversar
desse sentimento
me encontra amanhã...

e mesmo que falte a coragem, ou sobrem, sobrem
palavras tolas
a gente pode rir, ou até mesmo chorar

tentei me aproximar por tantos motivos
mas fiquei só
esperando insistentemente
pra encontrar contigo
e te dar milhões de beijos sem ficar ouvindo
cobranças de amor
e encontrar você sorrindo
no meu coração, no meu coração
e te dar milhões de beijos sem ficar ouvindo
cobranças de amor
e encontrar você sorrindo
no meu coração...outra vez

minha alma cai, cai, cai
de vez em quando eu sofro."


(cidadão instigado)

24 de julho de 2010

22 de julho de 2010

16/06

já não preciso mais de tanto esforço, sua imagem se depositou nos meus lábios e dói, sua beleza casta dói deliciosamente no fundo (do peito e) da lembrança.
sua voz já está gravada nos meus olhos e faz sentir o gosto do seu sussurro semanas a fio, me fazendo querer entrar dentro de você.
posso sentir sua paz dentro dos meus dedos num simples fechar de olhos, que é incomparável à candura do calorzinho inabandonável de quando se faz presente.
já sinto seu corpo na minha alma, como a maciez da luz que emana dos escontros (in) esperados. sem desespero. que me possibilita sentir o cheiro do seu carinho a quilômetros de distância e te querer, sempre sereno (a) perto de mim completando seu próprio espaço e me trazendo a paz tão almejada. paz que pode ser ouvida por mim de longe porém eu prefiro (quero) bem de perto, não somando mas multiplicando e me ensinando, deixando faltar tudo o que escurece e amargura, me enchendo de verdade e paixão.

isso (tudo) era pra dizer da paz na mesma frequência.

antes que seja tarde.

21 de julho de 2010

Comigo me Desavim

"Comigo me desavim,
Sou posto em todo perigo;
Não posso viver comigo
Nem posso fugir de mim.

Com dor, da gente fugia,
Antes que esta assim crescesse:
Agora já fugiria
De mim, se de mim pudesse.
Que meio espero ou que fim
Do vão trabalho que sigo,
Pois que trago a mim comigo
Tamanho imigo de mim?"

(Sá Miranda)

19 de julho de 2010

a facilidade deve ser demasiada pra você, que possui agora esse deleite, todo preparado pro seu bem estar, adornado de doçura e carinho (não) recíprocos.
cheia de noites frias e quentes, rezando pra dormir e não acordar, escuto o som do relógio e sonho em um dia não precisar mais esperar por tudo virar, por ser igual, equalizado. ou por quando a doçura vai se esvair por aí, distribuindo-se involuntáriamente a quem precisa (como você, como eu) e se desperdiçar, sendo que (está) poderia ser canalizada justamente a quem merece (você).
ela não precisa mais ser válvula de escape de almas vazias, ou repletas de solidão e abandono, agora é hora de carinho, de amor e de receber tudo o que já depositou em corações frios.
e deve estar correndo por uma estrada sem fim atrás disso. felicidade.

16 de junho de 2010

13/06/2010

um dia após o almejado por algumas almas falsamente repletas de algo que nem sei se existe, fogem as palavras certas (ou não), pra descrever a tamanha sensação de paz que traz ao rosto a luz e o sorriso perdidos por um tempo, mesmo aliados à incerteza da certeza de gostar.
o não saber, recheado de carinho, acalma o coração e adoça a vida, assim como foi desejado e passado ao universo. este, conspira a favor e mesmo que não queira, flui no ritmo de corpos em perfeita harmonia, funcionando com serenidade.
traz o calor solicitado, a transcendência dos momentos (únicos e) pertencentes a corações novos e machucados, recuperados, doces e abertos à sinceridade.
analisando com a calma adquirida nesse novo ciclo, há a certeza de ser bom demais e a busca (deliciosa e) de pouco em pouco da almejada VERDADE.

assim, acordaram a doçura.

12 de junho de 2010

12 de junho.

dia do beagle na França, independência na Rússia e Filipinas, dia do Correio Aéreo Nacional, do Enxadrista em SP, entre tantos outros mil fatos importantíssimos e impossível não mencionar esse dia em que todo mundo tem o direito de ser extra carinhoso e até exagerado (leia-se brega), de comprar presentes e acordar com dor de barriga de nervoso, de estar feliz por não "ser só"...e pra outros, um dia terrível, triste... dia de comer até explodir (e explodir o cartão de crédito - mulheres), de chorar e se perguntar incessantemente o porquê da "solidão".enfim.. Dia dos Namorados =)parabéns pra quem tem alguém que te faz rir o tempo todo, que te traz PAZ intensa, que te faz parecer que vai explodir de tanta felicidade, que te faz suspirar, que se enfia de baixo de edredons e "perde" dias inteiros repetindo filmes preferidos, que cozinha pra você, que tem a mão de encaixe perfeito, que encaixa perfeitamente com você, que tem alguém com quem fazer amor e não simplesmente sexo casual, que te lembra explicitamente ou não, que você é bom pra ele (a) e que é essencial pra a felicidade do cara ou da moça, que te aparece com as surpresas mais deliciosas do mundo, que te olha minutos inteiros sorrindo sem dizer nada e que depois pega seu rosto com as duas mãos e te beija, beija muito e te faz jurar que aquele beijo foi feito sob encomenda pra você, que cabe na mesma cama e travesseiro que você (e quanto menor, melhor), ai... que te faz suspirar todos os dias como se fossem o primeiro de tudo...PARABÉNS pra quem tem tudo isso (com ou) sem rótulos, amarras e tradições...e que tem plena consciência de que vocês podem comemorar não só nesse dia 12, mas nos 12 dias 12 durante um ano inteiro, ou simplesmente TODOS os dias. =)

18 de abril de 2010

ce-do-ce

vontade. poderia desenrolar da coberta quente e varar a noite fria pra encaixar meus elos nos seus, mesmo que o céu já esteja soldado.
seria tão, tão forte, como o que revira aqui dentro em flashes durante o dia e permanece à noite sólido e lúcido, congelando e queimando.
desejaria olhar por toda estação pros seus olhos, de um pro outro, do outro pro primeiro descobrindo a cada segundo um novo ponto de doçura nunca visto antes, justamente pelo sentimento se modificar e germinar um poquinho mais a cada noite (distante) com a maior serenidade que existiu nos últimos dias.
almejaria a presença constante e a profundidade (e transcendência) do beijo mais iluminado que as bocas provaram nas madrugadas regadas a dedicação, homenagens e carinho.
choraria a felicidade mais vazia e incerta do mundo, mesmo que doesse o aperto na garganta (e no peito), por lembrar o quão parecida é a serenidade de polos opostos e amor semelhante.
os paralelepípedos nunca foram tão leves como agora, nem a vontade tão intensa. o sol nunca havia cumprimentado nem a mente racionalizado toda a doçura.

assim nasceu a primeira flor.

1 de março de 2010

.

recua quando o novo tenta invandir o espaço do antigo. antigo é apelido para auto-respeito, que por sua vez é meio eufemismo para medo absurdo da enchente de luz e sombra.
o painel faz rir em dobro, absurdos objetos espalhados misturam-se em pernas e peles macias, tecidos aquecidos e a selvageria mais profunda e delicada.
antigo. respeito. diferença. novo enredo de um conto áspero e boca profunda, capaz de afogar o mais experiente marinheiro, mesmo que munido de espirais douradas até os dentes.
o afago mais transcedental-momentâneo e apromessa mais efusiva e sem fundamento. talvez igual as outras porém mais densa, capaz de marejar em poucos segundos, com poucas (ou nada de) palavras os mais doces caleidoscópios de mel.
o peito pede (nova) vida, os olhos desrespeito, mas sucumbem ao couro transparente do combate ao doentio.
é covardia, mas apesar da fixação por minutos, já foi exilado desse país...


(21/01/2010)