29 de março de 2012

Facilmente ela vem, facilmente ela vai.

Pela janela do carro eu sentia o cheiro do desodorante de sempre.
Esses capítulos protagonizados por homens mais bonitos do mundo, me enchiam de resistência (e cansaço). O pior foi descobrir tardiamente que ele era um desses, mais de vinte e quatro horas depois, com ele dormindo profundamente. Esses eram os mais difíceis e irresistíveis, mas daquela vez: não.
As músicas dele eram ainda mais sentimentais que as minhas, que a cada dia adquirem mais malemolência e menos preocupação, entrando em colisão com o temperamento seco e a boca parada dele.
Minha cabeça projetava durante o dia, nas horas de cuca fresca, imagens de nós dois. Deliciosas, recheadas de som, beijos, almofadas, janelas, conforto e tranquilidade.
Não precisava (nem tentar) predefinir a personalidade, nem nada mais profundo.
A pele também sente.

16 de fevereiro de 2012

Sem fantasia.

Bem,

eu sei que você é fechado comigo e acho que deve ser mesmo, porque esse é você. Mas eu não sou, Preciso te agradecer por nunca ter precisado fazer joguinhos pra que você gostasse, se interessasse ou se preocupasse comigo. Parabéns por essa virtude, a de deixar as coisas acontecerem independente das convenções sociais, independente de o mundo ditar que as mulheres tem que ser super difíceis, você soube reconhecer a melhor parte de mim. A minha vontade de amar, de pelo menos estar apaixonada, de aceitar o sentimento mais puro possível, sem mascarar qualquer coisa linda que mereça realmente ser mostrada.
Te admiro muito por isso, isso resume o orgulho que eu tenho do que nós fomos, da nossa pequena, porém respeitosa amizade atual, do nosso amor passado e da nossa relação de bem querer mútuo presente.
Você é realmente um homem, por dispensar táticas e personagens, e mesmo assim conseguir todo o meu amor, mesmo que por um período. Você tem todo o meu respeito e me alivia quando eu canso de ser testada.

Obrigada.

8 de dezembro de 2011

Analogia.

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Quando eu era pequena, ás vezes levavam algum cachorro meu embora por qualquer motivo e sempre eram levados pra sítios. Sítios de amigos, nos quais eu poderia visitá-los quando quisesse pra matar a saudade. Nunca vi nenhum deles depois de partirem.
Era uma forma doce de me enganar, eram meus cachorros com problemas, que não conseguiam viver aqui dentro de casa ou comprometiam qualquer coisa, atrapalhando a convivência.
Não doía. Até hoje imagino que foram bem tratados nos sítios.

Os cachorros estão para o amor, assim como o amor está para os cachorros.
Ambos foram embora, porém, os cachorros não me machucaram hora nenhuma, nem mentiram pra mim.

17 de outubro de 2011

23/07/10 - o que eu queria dizer agora:

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abertura, ou verdade. se eu não posso me mostrar por inteira, do avesso, transparente, crua e elaborada, do jeito que eu "for"... nunca serei eu mesma. tudo depende da forma como o outro lida com o amor. eu sou amor puro e simples, carregado de outros sentimentos coadjuvantes mas não menos importantes que ele, não quero complemento, quero soma e mais ainda, multiplicação. quero sentimento exposto, vísceras à mostra, no mais transparente traje da verdade que existir. não quero privação, teatro, folclore...
quero poder mergulhar e sentir o frio que a profundeza traz, seguido de tudo o que há de lindo lá em baixo... quero enxegar com clareza.
preciso de experiências do passado porém isoladas do que amargurou, alma limpa...melhor, nova.
pronta pra receber tudo o que a esvaziou há muito tempo. quero dois na mesma cama, olhos fechados involuntariamente e abertos por um simples querer enxergar no fundo, o que realmente vale a pena.
quero progresso e não regressão, cuidado, carinho, proteção... esse tipo de atitude necesita ser recíproca pra que brilhe cada vez mais...
não me envergonho de ser só sentimento, basta saber quem tem coragem de acompanhar, quem pode, quem aguenta...e quando aguenta é maravilhoso entrar na mesma frequência.

mais, mais, mais....


(achei esse texto perdido e postei, já que não consigo expelir o sentimento da mesma forma que nessa época!)

2 de outubro de 2011

o acerto:

contraditório, mas o acerto foi triste.
enquanto ele passava pela porta (saindo) com todo aquele tamanho de novo homem mais bonito do mundo, eu me encolhia num canto me sentindo a menor mulher do mesmo. isso durou segundos, enquanto a beleza irresistível dele ia embora na mesma rapidez em que eu juntava tudo pra passar pela porta também.
é incrível como a beleza física pode acabar em milésimos quando o dono é tão feio por dentro. o que tinha de lindo, se transformou em o que tem de covarde, o que tinha de inteligente, se tornou no que tem de vazio.
e enquanto eu prendia o cabelo e respirava fundo, cada expiração minha exalava mais coragem e mais certeza de que aquele golpe, mesmo parecendo auto-dilaceração, me fazia crescer e crescer, até ficar maior que o cara, até passar pela última porta e dar um adeus arrebatador, desses dos quais não se obtém resposta.
não foi a primeira vez, mas fiquei orgulhosa de mim, foi o mais triste e satisfatório ato de AUTO-RESPEITO.

1 de outubro de 2011

o estrago:

quando ele me olha com aqueles olhos de pedinte, eu não consigo contradizer nada que ele diga, nem as bobeiras. ele pode falar e assim começa um novo ciclo de homem mais bonito do mundo. me emociona ver o cara comer uma uva, cena linda, coisa de filme de cineasta europeu que nego paga pau, fotografia perfeita, cores perfeitas e aquele cabelo liso caindo na cara de criança. derreto.
eu sou tratada como uma princesa, "você faz eu me sentir uma delícia", a respiração do novo homem mais bonito do mundo, agora em versão colorida, me dá vontade de beijar a mim mesma. e ele concorda, me faz ir escorrendo pelo chão e esperando ele vir junto com aquele tamanho de homem forte, que nasceu assim. tudo o que você disser, sim. até o que sai da boca dele é gostoso e inevitável de não ser aceito.
eu que já tenho um fraco por sofá, só aumento meu vício, principalmente quando ele é completamente preenchido. "eu gosto de espaços pequenos e totalmente ocupados", "eu adoro seu espaço", depois que ele usa umas expressões inacreditáveis não tem mais jeito, game over.
até porque ele é um universo paralelo que faz esquecer as chatices do resto do dia, "você não confia em mim, né?", não, mas o resto todo, sim.

19 de setembro de 2011

Numa boa...

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Foram as cores, na verdade, que me colocaram pra pensar.
Não precisava ser a minha cor preferida. Enfim, consegui voltar a escrever com dor de cabeça, cansada e com a folha deitada, fato inédito.
Mas aquelas cores, porque não é só uma, me tiraram da zoninha de conforto medíocre em que eu me meti. A única tristeza é saber que o medo que eu acabei de vencer, o aterroriza. E eu cansei de ser mais corajosa que. Tenho coragem por mim e me basta. Cansei do medo e das pessoas que o carregam.
A sorte dele são as cores que nasceram com ele, minhas cores queridas, que me fazem derreter. Não basta um homem ser um homem, ele tem que ter as cores certas e só vale se já nasce assim.

Ele tem, também quero ter.
Dificilmente desejo ter alguma coisa, geralmente elas estão vivas e quanto mais omissas, mais me movem e mais quero tê-las, zelar e mantê-las lindas e mais vivas.

Incerto, parece profundo mas não é. Parece difícil mas não deve ser. Quem quiser apostar, rezar, tentar atrapalhar, sinta-se à vontade.
Eu só quero esperar seguindo esse fluxo colorido.

7 de setembro de 2011

Detesto descobrir as pessoas depois de elas irem embora, quero conhecê-las enquanto elas estão.
No mais, a culpa não é minha... é do senhor de todas as coisas, quem decide é ele e ponto final.
Enquanto isso, coloco minhas próprias reticências e vivo na suavidade que criei dentro do peito.

28 de agosto de 2011

Pena.

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Mulheres boas só sofrem por caras maus. Triste fato que acontece muito na vida das melhores mulheres do mundo. Falta hombridade nesses homens tão pequenos pra libertar os corações aflitos de mulheres que ainda estão cegas, mas sabem que merecem o ouro do fim do arco-íris.

No seu caso, é pior ainda. Te falta tudo o que um homem precisa ser e ter pra ser um homem de verdade. Hombridade não é nada perto do mínimo que se podia ser pensado e repensado antes de machucar alguém. Me disseram que é coisa de psicopata, me disseram que é pra eu ter pena.
Não tenho pena, nem medo de psicopatas do amor... só me fervem o peito e os olhos, ver tanta maldade e selvageria com algo que é tão bonito e puro, como isso que mora aqui dentro.

Você não sabe quem é você, nem quem quer ser e muito menos o que quer. Não tenho pena e não vou ter até o dia em que não sobrar nenhum tipo de sentimento.